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lunes, 16 de agosto de 2010

Os amantes procuram a vertigem...



Os amantes procuram a vertigem que

dessangra

os seu dedos

no tacto de bosques a despertar:

bebem numa mesma branquia nocturna,

traspasados por uma fome sem idade

até ocupar-se na desaparção

nos seus corpos para

desabarem, desnudos, na comum

memória que invade as suas bocas.

Fundidas num abraço inesperado

as suas peles derraman-se numa

incandescente terra que

só por eles existe,

inteiramente abrolhados a uma

melodia que os transforma

em equilíbrio inebriante de um

planeta devorado nas suas pálpebras.


Ramiro Torres, agosto de 2010

lunes, 31 de mayo de 2010

Libertango




















Para Inma, na cova iluminada.

Levar nas mãos um sopro
de arquipélagos intactos,
livre tango viajando sobre
a cúpula do tempo, líquido:
no denso cabelo equatorial
desce uma cosmogonia até
reorientar o coração a seu
fluxo inicial, onde repousam
as âncoras do ser no meio da
cor, inextinguível, do jardim.

Ramiro Torres, maio de 2010.

martes, 6 de abril de 2010

Contemplação da matéria gravitante...


Contemplação da matéria gravitante, azul
vertigem que tudo leva a seu brilhante fogo:
multiplica-se a fascinação exercida para os
olhos atingidos na fulgurante vida realizada.
O corpo muda de cores até chegar à precisa
desnudez entregue à palpitação de uma rosa,
a abrir na cabeça uma muda transformação
expandida na selvagem beleza das nuvens.
Sonhamos na limitação transcendida, como
lugar único para virmos abrir a líquida ferida
mortal para a oxidação da beleza, luz aberta.

Abril de 2010.

jueves, 18 de marzo de 2010

Outro poema fermosísimo de Ramiro

Pousada em si, a bela arquitecta levanta
a noite até compactar o ouro vermelho
deitado sobre a sua cabeça, originário
íman dos caminhos vertidos em espiral
a se balancear na rítmica medida que
converte em perfeita a dança da espera.
Somos este equilíbrio que acompanha a
armação do universo em cada segundo,
simples a refundação da misteriosa maré
que nos eleva à imersão no fundo do real.

lunes, 8 de marzo de 2010

Uma flor sustém o peso do mundo

Outro poema do ramiro para unha obra miña:


Uma flor sustém o peso do mundo,
Carícia a mover-se entre os lábios
Beijando a verde irrupção do dia na
Feliz proporção entre silêncio e luz.
Os olhos saem da sua domesticação,
Queimam toda distância para compor
Um equilíbrio de cores ilimitáveis, no
Meio da desnudez desprendido para
Sempre o nome preciso do que somos.

Ramiro Torres

lunes, 22 de febrero de 2010

novo poema de Ramiro Torres


As cores encontram a feliz explosão do mundo:
em teus olhos há uma promesa redonda para a
vidência irradiante, na cercania desta misteriosa
órbita que nos precipita em teu boca iluminada.

A cabeça transparenta uma lua enchida de vozes
que falam ao nosso ser na sua única língua plena:
enchidos de fogo, os cabelos descobrem o tacto
do infinito repousado na iniciação do relâmpago.
Fevereiro de 2010.

miércoles, 17 de febrero de 2010

Poema para unha obra

É perfeita a espera nessa luz circular
Que vos une, sentado no vosso regaço
O espessor dos astros, o ser suspenso
Ante a iminente explosão no seu seio.

Uma flor sustém o mundo, atrai para si
O silêncio que flui do centro: nos olhos,
Ardente, a fascinação aguardada para
Reabitar a Noite desprega os seus lábios.

Setembro de 2009

Gioconda


Para Inma Doval, gravitadora de luz.

Hora do sonho perpétuo, munidor de
Cidades nocturnas, abertas no pálpito
Que atesouram para a nossa percepção:
É este o lugar propício para a mudança
De todo o corpo num imenso ponto
Onde convergem os prédios iluminados
Na iridescência de um jardim lunar.
Aguarda-nos aqui um vinho eterno a
Absorver a memória do céu inteiro,
Virado o presente em silêncio inebriante
Que frutifica nos olhos como um astro
Esquecido, a fluir seu sangue em nós.

Dezembro de 2009.

Xacobe (auga)

Para o Xacobe, na casa comum da vida.

A água irrompe no nosso centro, traz um
Tempo inteiro para nos levar, inermes, até
O imenso trabalho de despertarmos, outros.
Uma chamada acontece nos ossos lácteos
Da ingravidez: armados de vozes brancas
Penetramos na memória para ocupar as
Ilhas subtilmente desnudas trás os olhos.
Nossa é esta imutável pertença ao ciclo
Das mãos entrelaçando o corpo do mistério,
Na hábil doação dos sentidos a seu destino.

Dezembro de 2009.

Violeta

Para Violeta, Inma e Xacobe,
Fecundadores de encontros.

Violeta entra no território das luas dormidas,
Incandescente a beleza deitada nas suas mãos
Oscilando sobre as magias convocadas nela.
Leva uma árvore em cada olho, a descobrir as
Entradas no reino pleno que emerge em cada
Trânsito da luz na imanência do mundo: é sua
A arte de beber no misterioso florir do tempo.

Janeiro de 2010.

A nossa casa

Para Xacobe, Inma e Violeta, em sua casa fascinante.

Palpita a casa mentres criais sonhos candentes:
contém os percursos no infinito em sua estância,
as vértebras do futuro abertas para acolher-vos,
moradores de um pulmão solar, no fluxo certo
do vosso amor como lava nas artérias da vida.

Habitais na fábrica do tempo, onde se trabalha
a germinação de cada poro da realidade em luz
de outra noite, devastado o medo pola beleza.
Acompanhais aqui a perpétua transformação do
presente em casa a brilhar nos olhos de Violeta.

Fevereiro de 2010.