
Para Inma, na cova iluminada.
Levar nas mãos um sopro
de arquipélagos intactos,
livre tango viajando sobre
a cúpula do tempo, líquido:
no denso cabelo equatorial
desce uma cosmogonia até
reorientar o coração a seu
fluxo inicial, onde repousam
as âncoras do ser no meio da
cor, inextinguível, do jardim.
Ramiro Torres, maio de 2010.
