jueves, 18 de marzo de 2010

Outro poema fermosísimo de Ramiro

Pousada em si, a bela arquitecta levanta
a noite até compactar o ouro vermelho
deitado sobre a sua cabeça, originário
íman dos caminhos vertidos em espiral
a se balancear na rítmica medida que
converte em perfeita a dança da espera.
Somos este equilíbrio que acompanha a
armação do universo em cada segundo,
simples a refundação da misteriosa maré
que nos eleva à imersão no fundo do real.

lunes, 8 de marzo de 2010

Uma flor sustém o peso do mundo

Outro poema do ramiro para unha obra miña:


Uma flor sustém o peso do mundo,
Carícia a mover-se entre os lábios
Beijando a verde irrupção do dia na
Feliz proporção entre silêncio e luz.
Os olhos saem da sua domesticação,
Queimam toda distância para compor
Um equilíbrio de cores ilimitáveis, no
Meio da desnudez desprendido para
Sempre o nome preciso do que somos.

Ramiro Torres