O año xa se está pechando, ábrese un novo círculo. O meu calendario de 2013 ten xa marcadas duas expos, na Coruña e Porto, así que hai que traballar arreo.
miércoles, 5 de diciembre de 2012
lunes, 16 de agosto de 2010
Os amantes procuram a vertigem...
Os amantes procuram a vertigem que
dessangra
os seu dedos
no tacto de bosques a despertar:
bebem numa mesma branquia nocturna,
traspasados por uma fome sem idade
até ocupar-se na desaparção
nos seus corpos para
desabarem, desnudos, na comum
memória que invade as suas bocas.
Fundidas num abraço inesperado
as suas peles derraman-se numa
incandescente terra que
só por eles existe,
inteiramente abrolhados a uma
melodia que os transforma
em equilíbrio inebriante de um
planeta devorado nas suas pálpebras.
Ramiro Torres, agosto de 2010
lunes, 31 de mayo de 2010
Libertango

Para Inma, na cova iluminada.
Levar nas mãos um sopro
de arquipélagos intactos,
livre tango viajando sobre
a cúpula do tempo, líquido:
no denso cabelo equatorial
desce uma cosmogonia até
reorientar o coração a seu
fluxo inicial, onde repousam
as âncoras do ser no meio da
cor, inextinguível, do jardim.
Ramiro Torres, maio de 2010.
martes, 6 de abril de 2010
Contemplação da matéria gravitante...

Contemplação da matéria gravitante, azul
vertigem que tudo leva a seu brilhante fogo:
multiplica-se a fascinação exercida para os
olhos atingidos na fulgurante vida realizada.
O corpo muda de cores até chegar à precisa
desnudez entregue à palpitação de uma rosa,
a abrir na cabeça uma muda transformação
expandida na selvagem beleza das nuvens.
Sonhamos na limitação transcendida, como
lugar único para virmos abrir a líquida ferida
mortal para a oxidação da beleza, luz aberta.
Abril de 2010.
vertigem que tudo leva a seu brilhante fogo:
multiplica-se a fascinação exercida para os
olhos atingidos na fulgurante vida realizada.
O corpo muda de cores até chegar à precisa
desnudez entregue à palpitação de uma rosa,
a abrir na cabeça uma muda transformação
expandida na selvagem beleza das nuvens.
Sonhamos na limitação transcendida, como
lugar único para virmos abrir a líquida ferida
mortal para a oxidação da beleza, luz aberta.
Abril de 2010.
jueves, 18 de marzo de 2010
Outro poema fermosísimo de Ramiro
Pousada em si, a bela arquitecta levanta
a noite até compactar o ouro vermelho
deitado sobre a sua cabeça, originário
íman dos caminhos vertidos em espiral
a se balancear na rítmica medida que
converte em perfeita a dança da espera.
Somos este equilíbrio que acompanha a
armação do universo em cada segundo,
simples a refundação da misteriosa maré
que nos eleva à imersão no fundo do real.
a noite até compactar o ouro vermelho
deitado sobre a sua cabeça, originário
íman dos caminhos vertidos em espiral
a se balancear na rítmica medida que
converte em perfeita a dança da espera.
Somos este equilíbrio que acompanha a
armação do universo em cada segundo,
simples a refundação da misteriosa maré
que nos eleva à imersão no fundo do real.
lunes, 8 de marzo de 2010
Uma flor sustém o peso do mundo
Outro poema do ramiro para unha obra miña:Uma flor sustém o peso do mundo,
Carícia a mover-se entre os lábios
Beijando a verde irrupção do dia na
Feliz proporção entre silêncio e luz.
Os olhos saem da sua domesticação,
Queimam toda distância para compor
Um equilíbrio de cores ilimitáveis, no
Meio da desnudez desprendido para
Sempre o nome preciso do que somos.
Ramiro Torres
lunes, 22 de febrero de 2010
novo poema de Ramiro Torres

As cores encontram a feliz explosão do mundo:
em teus olhos há uma promesa redonda para a
vidência irradiante, na cercania desta misteriosa
órbita que nos precipita em teu boca iluminada.
A cabeça transparenta uma lua enchida de vozes
que falam ao nosso ser na sua única língua plena:
enchidos de fogo, os cabelos descobrem o tacto
do infinito repousado na iniciação do relâmpago.
Fevereiro de 2010.
em teus olhos há uma promesa redonda para a
vidência irradiante, na cercania desta misteriosa
órbita que nos precipita em teu boca iluminada.
A cabeça transparenta uma lua enchida de vozes
que falam ao nosso ser na sua única língua plena:
enchidos de fogo, os cabelos descobrem o tacto
do infinito repousado na iniciação do relâmpago.
Fevereiro de 2010.
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