miércoles, 17 de febrero de 2010

Gioconda


Para Inma Doval, gravitadora de luz.

Hora do sonho perpétuo, munidor de
Cidades nocturnas, abertas no pálpito
Que atesouram para a nossa percepção:
É este o lugar propício para a mudança
De todo o corpo num imenso ponto
Onde convergem os prédios iluminados
Na iridescência de um jardim lunar.
Aguarda-nos aqui um vinho eterno a
Absorver a memória do céu inteiro,
Virado o presente em silêncio inebriante
Que frutifica nos olhos como um astro
Esquecido, a fluir seu sangue em nós.

Dezembro de 2009.

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