É perfeita a espera nessa luz circular
Que vos une, sentado no vosso regaço
O espessor dos astros, o ser suspenso
Ante a iminente explosão no seu seio.
Uma flor sustém o mundo, atrai para si
O silêncio que flui do centro: nos olhos,
Ardente, a fascinação aguardada para
Reabitar a Noite desprega os seus lábios.
Setembro de 2009
miércoles, 17 de febrero de 2010
Gioconda
Para Inma Doval, gravitadora de luz.
Hora do sonho perpétuo, munidor de
Cidades nocturnas, abertas no pálpito
Que atesouram para a nossa percepção:
É este o lugar propício para a mudança
De todo o corpo num imenso ponto
Onde convergem os prédios iluminados
Na iridescência de um jardim lunar.
Aguarda-nos aqui um vinho eterno a
Absorver a memória do céu inteiro,
Virado o presente em silêncio inebriante
Que frutifica nos olhos como um astro
Esquecido, a fluir seu sangue em nós.
Dezembro de 2009.
Xacobe (auga)
Para o Xacobe, na casa comum da vida.
A água irrompe no nosso centro, traz um
Tempo inteiro para nos levar, inermes, até
O imenso trabalho de despertarmos, outros.
Uma chamada acontece nos ossos lácteos
Da ingravidez: armados de vozes brancas
Penetramos na memória para ocupar as
Ilhas subtilmente desnudas trás os olhos.
Nossa é esta imutável pertença ao ciclo
Das mãos entrelaçando o corpo do mistério,
Na hábil doação dos sentidos a seu destino.
Dezembro de 2009.
A água irrompe no nosso centro, traz um
Tempo inteiro para nos levar, inermes, até
O imenso trabalho de despertarmos, outros.
Uma chamada acontece nos ossos lácteos
Da ingravidez: armados de vozes brancas
Penetramos na memória para ocupar as
Ilhas subtilmente desnudas trás os olhos.
Nossa é esta imutável pertença ao ciclo
Das mãos entrelaçando o corpo do mistério,
Na hábil doação dos sentidos a seu destino.
Dezembro de 2009.
Violeta
Para Violeta, Inma e Xacobe,
Fecundadores de encontros.
Violeta entra no território das luas dormidas,
Incandescente a beleza deitada nas suas mãos
Oscilando sobre as magias convocadas nela.
Leva uma árvore em cada olho, a descobrir as
Entradas no reino pleno que emerge em cada
Trânsito da luz na imanência do mundo: é sua
A arte de beber no misterioso florir do tempo.
Janeiro de 2010.
Fecundadores de encontros.
Violeta entra no território das luas dormidas,
Incandescente a beleza deitada nas suas mãos
Oscilando sobre as magias convocadas nela.
Leva uma árvore em cada olho, a descobrir as
Entradas no reino pleno que emerge em cada
Trânsito da luz na imanência do mundo: é sua
A arte de beber no misterioso florir do tempo.
Janeiro de 2010.
A nossa casa
Para Xacobe, Inma e Violeta, em sua casa fascinante.
Palpita a casa mentres criais sonhos candentes:
contém os percursos no infinito em sua estância,
as vértebras do futuro abertas para acolher-vos,
moradores de um pulmão solar, no fluxo certo
do vosso amor como lava nas artérias da vida.
Habitais na fábrica do tempo, onde se trabalha
a germinação de cada poro da realidade em luz
de outra noite, devastado o medo pola beleza.
Acompanhais aqui a perpétua transformação do
presente em casa a brilhar nos olhos de Violeta.
Fevereiro de 2010.
Palpita a casa mentres criais sonhos candentes:
contém os percursos no infinito em sua estância,
as vértebras do futuro abertas para acolher-vos,
moradores de um pulmão solar, no fluxo certo
do vosso amor como lava nas artérias da vida.
Habitais na fábrica do tempo, onde se trabalha
a germinação de cada poro da realidade em luz
de outra noite, devastado o medo pola beleza.
Acompanhais aqui a perpétua transformação do
presente em casa a brilhar nos olhos de Violeta.
Fevereiro de 2010.
Suscribirse a:
Comentarios (Atom)
